Wadih quer fim do privilégio de 60 dias de férias dos magistrados

O ex-presidente da OAB do Rio de Janeiro (OAB-RJ) e atualmente conselheiro federal da entidade dos advogados, Wadih Damous defendeu hoje (15) o fim das férias de 60 dias, no mínimo, por ano dos magistrados brasileiros. "As férias de dois meses constituem um privilégio inaceitável, que já está mais do que na hora de acabar", afirmou Damous.

Lembrando que os juízes estão longe de ser a categoria profissional mais sacrificada do país, o conselheiro federal da OAB acentuou as suas críticas afirmando que o princípio da isonomia - segundo o qual todos são iguais perante a lei - vale também para os magistrados. "Se as férias dos trabalhadores brasileiros está fixada em, no máximo, 30 dias, nada justifica a existência de um segmento que pode gozá-las por tempo superior".

Por fim, Damous disse que o STF tem todas as condições de pôr fim a esse privilégio dos magistrados: "a sociedade brasileira espera que essa anomalia legal, inaugurada na ditadura militar, seja corrigida", concluiu.