Tragédia em Santa Maria é usada como isca em golpe na internet

Criminosos têm utilizado a tragédia em Santa Maria para fazer vítimas na internet. O alvo são os dados financeiros dos usuários. Segundo a empresa de segurança Laspersly, e-mails que contêm um link para um suposto vídeo do momento da tragédia na verdade distribui o arquivo "vídeo.zip". O download é um trojan bancário que se instala no computador do usuário e que redireciona a vítima para sites falsos de bancos.

A primeira mensagem detectada ocorreu na manhã da segunda-feira, dia 28, às 9h, e trazia o título "Vídeo mostra momento exato da tragédia em Santa Maria no Rio Grande do Sul".

Segundo analistas da Kaspersky, redes sociais, como o Facebook, podem se valer do tema em breve para novos crimes, já que as redes sociais são conhecidas pela rápida disseminação de conteúdo entre os usuários, inclusive de links maliciosos.

"Dessa forma, é importante notar que fatalidades que geram grande comoção social são usadas indevidamente para que criminosos realizem golpes em ataques no Facebook e no Twitter", disse a empresa em nota.

Incêndio na Boate Kiss

Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada deste domingo em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo iniciou com um sinalizador lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.

A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos.