SP: protesto pede transparência em caso de estupro de estagiária

Membros de grupos feministas participaram de um protesto na tarde desta terça-feira, em São Paulo, cobrando transparência nas investigações da morte da estudante de Viviane Alves Guimarães Wahbe, 21 anos. A estudante morreu no dia 3 de dezembro, após cair do sétimo andar de um prédio em São Paulo.

Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser investigado como "morte suspeita", após relatos de que a jovem teria sido estuprada durante uma festa no escritório de advocacia no qual ela trabalhava como estagiária. Vestidos de preto e com cartazes e megafones, os manifestantes se reuniram a partir das 16h30 na estação Faria Lima do Metrô, de onde partiram a pé até o escritório de advocacia. "Chega de silêncio, somos todas Viviane", "fim da cultura do estupro" e "não à culpa da vítima", diziam alguns dos cartazes levados.

Viviane cursava direito na PUC-SP. Em nota divulgada na imprensa, o escritório de advocacia lamenta a morte e declarou que, em respeito à memória da jovem, não iria se manifestar. A família de Viviane disse aos policiais que ela não tinha problema familiar, mas passou a ficar transtornada desde a festa, realizada no dia 24 de novembro.

A jovem contou que, no evento, tomou duas taças de champanhe e, depois, não se lembrava de quase nada, apenas de flashes nos quais dizia ter sido estuprada. No quarto dela, a polícia informou ter achado um texto com trechos como "me drogaram" e "me estupraram".