Senado amplia gastos com pessoal em 57% em 10 anos

Sob o comando do PMDB nos últimos dez anos - com José Sarney (AP), Renan Calheiros (AL) e Garibaldi Alves Filho (RN) -, o Senado teve um aumento real de 57% nos gastos com pessoal e uma ampliação de 741% no número de cargos comissionados. As informações foram publicadas no jornal O Estado de S. Paulo desta segunda. 

A folha de pagamentos da Casa consome anualmente R$ 2,88 bilhões. Há dez anos, o custo era de pouco mais de R$ 1 bilhão - em valores corrigidos, são R$ 1,83 bilhão.

Segundo o periódico, os números, publicados em boletim do Ministério do Planejamento, não incluem o pessoal terceirizado. Desde 2013, o aumento dos salários acima da inflação supera em quase 20 pontos porcentuais a verificada na Câmara dos Deputados (38%). 

Somados os efetivos e comissionados, o Senado tinha, no final de 2012, 6.427 pessoas em sua folha de servidores ativos. Em 2003, o número era de 3.955. 

De acordo com a assessoria de imprensa da Casa, esse crescimento se deve a dois fatores: possibilidade de desmembramento de um único cargo em vários, desde que mantido o salário total pago, e criação de novas lideranças de blocos e de partidos.