Pacientes mais graves transferidos de Santa Maria chegam a 46

O número de pacientes mais graves vítimas do incêndio na Boate Kiss transferidos de Santa Maria para a Grande Porto Alegre chegou a 46. A informação foi divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde na tarde desta segunda-feira. 

Todas as transferências foram feitas em aeronaves com acompanhamento médico de profissionais que integram uma equipe do Grupo Hospitalar Conceição. Na capital gaúcha, nove pacientes estão no Hospital Pronto Socorro, quatro na Santa Casa, três no Cristo Redentor, 11 no Clínicas, seis no Conceição, quatro no Moinhos de Vento e seis no Mãe de Deus. Em Canoas, três pacientes foram transferidos para o Hospital Universitário.

Em Santa Maria, 27 pacientes também permanecem hospitalizados em estado grave, distribuídos no hospitais Universitário, de Caridade, Casa de Saúde e da Guarnição. O município recebeu  respiradores, medicamentos, soro, luvas e outros materiais hospitalares para o reforço da estrutura dos estabelecimentos.

Até o momento, a Secretaria de Segurança Pública do Estado confirmou o óbito de 231 pessoas em consequência do incêndio.

Incêndio na Boate Kiss

Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada deste domingo em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo iniciou com um sinalizador lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações. 

A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos.