Grupo invade Instituto Lula para pedir ajuda ao ex-presidente

Cerca de 100 moradores do assentamento Milton Santos, localizado em Americana, no interior de São Paulo, invadiram o Instituto Lula, no Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo, na manhã desta segunda-feira. Segundo o movimento, o ato é um protesto contra a decisão judicial que mandou desocupar a área até o dia 30 de janeiro. No local, segundo o movimento, vivem 70 famílias que foram assentadas em 2006, durante o mandato do ex-presidente.

De acordo com Paulo Albuquerque, membro da coordenação do movimento, o grupo quer que o ex-presidente se manifeste e até fale com a presidente Dilma Rousseff sobre a questão. 

"Nosso assentamento foi criado durante o governo Lula e naquela época o governo federal falou que iria nos ajudar. Ontem, uma liminar do governo para que as famílias fossem mantidas no local foi negada pela Justiça e nos deram o prazo para sair até o final do mês", disse. 

O apelo dos assentados é para que a presidente Dilma assine um decreto de desapropriação por interesse social do terreno, ocupado pelas famílias há mais de sete anos. Paulo Albuquerque ressaltou que a invasão do prédio foi pacífica e que não pretendem realizar nenhum ato de violência. "Chegamos pelas 7h, tinha apenas um vigia. Ele tentou nos barrar, mas conseguimos entrar, sem nenhuma violência. Esperamos para dialogar e aguardamos uma manifestação do ex-presidente", concluiu.