SP: Haddad critica greve de ônibus e pede 'rigor' na apuração

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), censurou a greve de motoristas e cobradores da empresa de ônibus Transpass na manhã desta terça-feira. Segundo ele, a reivindicação foi feita de "maneira equivocada", porque a Secretaria Municipal de Transportes (SMT) não teve nenhum aviso, e pediu ao secretário "rigor" na apuração do caso para que isso não aconteça novamente.

A paralisação retirou das ruas cerca de 360 ônibus, de 52 linhas nas zonas oeste, sul e Centro até as 11h30, e causou transtorno aos passageiros. A SPTrans acionou o Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) para diminuir o transtorno em 35 linhas atendidas pela empresa, com uma demanda de 225 ônibus, mas muitas linhas ainda tiveram atrasos. Entre os terminais atendidos pela Transpass estão Barra Funda, Lapa e Campo Limpo.

"Eu pedi rigor do secretário (de Transportes) Jilmar Tatto no tratamento dessa questão porque a secretaria não foi informada de que havia um conflito entre os trabalhadores e o empresário, a empresa em questão. A primeira coisa é informar a autoridade competente, o poder concedente, que no caso é o município, de que há uma divergência de entendimento entre a categoria, o sindicato, e o empresário. Isso não foi feito por parte da categoria. Na minha opinião, isso é uma maneira equivocada de lidar com o problema", criticou Haddad.

Segundo o prefeito, a paralisação é um direito constitucional dos trabalhadores, "mas não houve nenhuma tentativa de mediação de conflito anterior à deflagração da greve". Questionado sobre uma possível multa à empresa, Haddad repetiu que pediu "rigor" ao secretário "para que essa situação não volte a se repetir".