SP tem 661 mil pedidos médicos na fila; espera pode durar 3 anos  

São Paulo registrou 60.840 pedidos de consultas, exames ou cirurgias na fila de espera dos equipamentos de saúde municipais em outubro de 2012, nos últimos dados disponíveis, segundo a Secretaria Municipal da Saúde. O levantamento foi publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, que destacou a demora do atendimento médico na cidade: de acordo com a publicação, um paciente que chegar a uma unidade de saúde municipal de São Paulo com queixas de fraqueza nas pernas e dor lombar deverá demorar até quase 3 anos (35 meses) para descobrir as causas do problema e começar a tratá-lo. É esse o tempo médio de espera para se realizar um eletroneuromiograma, capaz de fazer o diagnóstico de problemas nos nervos e músculos. O exame é o que mais demora para ser realizado na cidade e tem 9.876 pessoas na espera para fazê-lo.

O novo secretário da Saúde, José de Filippi Júnior, admitiu a gravidade da situação e estuda até fazer um mutirão para agilizar o atendimento. A espera é tanta que alguns pacientes chegam a desistir. Outros pagam do próprio bolso o exame. "Desisti e paguei R$ 35 em uma clínica particular", conta a faxineira Irene Pereira da Silva, 39, após seis meses de espera por uma ultrassonografia transvaginal, para o diagnóstico de câncer no ovário. A última mulher a entrar na fila para um exame do tipo deve demorar seis meses para conseguir realizá-lo, já que a prefeitura consegue fazer, em média, 11.893 procedimentos desse tipo por mês.