PA: acusados de matar extrativistas serão julgados em abril

Os três acusados de assassinar o casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva em maio de 2010, no sudeste do Pará, serão levados a júri popular por duplo homicídio triplamente qualificado no dia 3 de abril, em Marabá. De acordo com o Tribunal de Justiça do Pará, os crimes foram agravados por terem impossibilitado a defesa das vítimas, utilizado meio cruel e por causa do motivo torpe.

José Cláudio e Maria do Espírito Santo foram assassinados em 24 de maio de 2010 na zona rural de Nova Ipixuna, a cerca de 400 km de Belém. O casal foi alvejado por tiros de cartucheira, disparados por dois pistoleiros escondidos na mata, quando trafegava em uma motocicleta. José Cláudio, mesmo após ter caído no chão, ainda teve a orelha cortada enquanto agonizava.

Conforme o processo, o crime teria sido motivado por disputa de terra. O acusado José Rodrigues Moreira havia adquirido dois lotes de terra na área do projeto extrativista, porém um deles estava ocupado por pessoas que contavam com o apoio das vítimas. Por causa disso, o casal passou a receber ameaças de Moreira, que, segundo a sentença de pronúncia do juiz, "planejou, organizou e financiou o duplo homicídio", sendo seu irmão, Lindonjonson Silva Rocha, um dos executores do crime.

Dois dias antes do crime, Lindonjonson e Alberto Lopes do Nascimento foram vistos em um bar situado a aproximadamente 3 km do local do delito, ocasião em que eles estavam em uma moto Honda Broz vermelha. No dia dos assassinatos, ambos foram novamente vistos em uma motocicleta em fuga. Sobre a perna de Nascimento, entre o condutor e o carona, testemunhas viram uma sacola. No interrogatório judicial, os três acusados disseram que não tiveram nenhuma participação no duplo homicídio.