Polícia nega morte de testemunha que denunciou PMs em chacina

A Polícia Civil de São Paulo informou no começo da noite deste sábado que não há indícios de que uma das vítimas da chacina ocorrida na noite de ontem em Campo Limpo, na zona sul da capital paulista, tenha participado da gravação de um vídeo que mostra policiais militares atirando contra um servente de pedreiro em novembro de 2012. Segundo a polícia, a hipótese de que a testemunha do crime teria sido uma das sete vítimas da chacina havia sido cogitada por moradores do bairro.

Ainda segundo a Polícia Civil, as investigações "prosseguem com intensidade com vistas ao esclarecimento do crime". Morreram na chacina Brunno de Cássio Cassiano Souza, 17 anos, Laércio de Souza Grimas, 33 anos, Carlos Alexandre Claudino da Silva, 27 anos, Ricardo Genuíno da Silva, 39 anos, João Batista Pereira de Almeida, 34 anos, Edilson Lima Pereira Santos, 27 anos, e Almando Salgado dos Santos Júnior, 41 anos. Outras duas pessoas, que ficaram feridas, seguem internadas.

A cúpula da segurança pública do Estado de São Paulo se reuniu na tarde deste sábado, na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), para discutir as primeiras ações na busca pelo grupo que atuou na chacina. Na hipótese levantada pelos moradores, entre as vítimas estaria a testemunha da morte do servente Paulo Batista do Nascimento, que teria sido assassinado - já rendido - por policiais militares após uma perseguição, no último dia 10 de novembro, na mesma rua da chacina.

A testemunha teria participado da filmagem que mostra o servente sendo agredido por policiais. Em seguida, é ouvido um disparo e a saída do carro de polícia que atendia a ocorrência. Os policiais envolvidos no caso alegaram que o corpo da vítima teria sido encontrado em uma viela.

As primeiras informações da chacina dão conta que mais de 10 pessoas teriam chegado em frente ao bar em três carros e disparado contra as pessoas que estavam no estabelecimento. Mais de 50 tiros teriam sido efetuados.