Novo prefeito de Maceió promete governo sem corrupção

O novo prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), e seu vice, Marcelo Palmeira (PP), assumiram a chefia do Executivo municipal prometendo ações na área de saúde - como o atendimento básico - e um novo modelo de transporte urbano - com abertura de licitação para as empresas de ônibus.

A posse foi no Centro de Convenções de Maceió. Rui Palmeira agradeceu à família, em especial ao pai, o ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e ex-governador de Alagoas Guilherme Palmeira e a mulher Tatiana. "Ela me deu o maior presente da minha vida, a Beatriz, que nasceu no dia da convenção do PSDB para a escolha do meu nome à prefeitura", disse Rui.

O novo prefeito prometeu fazer um governo sem corrupção na capital e não descartou uma auditoria nas contas do seu antecessor, Cícero Almeida (PSD), que não apareceu na posse (foi representado pela sua vice, Lourdinha Lyra). Almeida esperou entregar, na prefeitura, as chaves da cidade ao novo chefe da administração municipal. "Vamos olhar todos os contratos. Não descartamos auditoria", disse.

A posse foi concorrida e uniu representantes do Ministério Público Estadual e políticos como o senador Benedito de Lira (PP), o deputado federal Maurício Quintella (PR) e o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Coube à vereadora mais votada em Maceió - e anfitriã da posse - Heloísa Helena (PSOL) e à agora ex-vice-prefeita - roubar a cena. Heloísa arrancou aplausos e lágrimas. 

Lourdinha Lyra - que nunca assumiu a chefia do Executivo - acusou o ex-prefeito Cícero Almeida de fazer administração com "conchavos" e "negociatas": "Segui todos estes anos estranhando e me decepcionando cada dia mais com uma política de conchavos, arranjos, negociatas e pouquíssima preocupação com os mais necessitados", disse Lourdinha, que é filha do deputado federal João Lyra (PSD), que já foi considerado o mais rico congressista brasileiro.

"Essa política que se faz nos bastidores e nas coxias não me interessava nem me interessa", afirmou. "O pai dela que me pediu que ela nunca assumisse a prefeitura", disse Cícero Almeida. Questionado sobre o porquê, Almeida transferiu a resposta: "Pergunte ao doutor João Lyra".

Já Heloísa Helena falou da mãe, Helena Morais, que morreu durante a campanha dela à Câmara de Vereadores, das tias, de alguns eleitores. E pediu ao prefeito o compromisso com os doentes, "em especial aos que apodrecem nas filas dos hospitais com câncer, com cheiro de carne humana podre e que nem os filhos querem se aproximar". Falou das crianças que "se tornam bárbaras" por faltar oportunidades e virar mão de obra do tráfico.

Sobre o governador e Rui Palmeira, declarou que "nem votou nos dois nem votaria". E disse que "o País e o Estado eram esculhambados", ao se referir a leis que não eram cumpridas. Heloísa foi aplaudida, menos pelo governador e o senador Benedito de Lira (PP).