Após explodir fábrica de joias, bando foge com reféns no RS

Assaltante mais procurado do estado foi morto em confronto com a polícia

Mais de 120 policiais vasculham as matas da região entre Cotiporã e Veranópolis, na Serra gaúcha, à procura dos remanescentes do bando de Elisandro Falcão, foragido morto em tiroteio com policiais na madrugada deste domingo, após assalto a uma fábrica de joias.

A Brigada Militar mobilizou tropas de elite de Caxias do Sul, Passo Fundo e Porto Alegre atrás da quadrilha. Os bandidos fugiram com sete reféns, que ainda estão desaparecidos, segundo o jornal Zero Hora.

Desses, dois reféns moram na área urbana de Cotiporã e os demais são agricultores que foram pegos numa casa na colônia e levados dentro de um Astra e um Audi pelos bandidos. Os reféns seriam dois homens, quatro mulheres e uma criança. Os ocupantes dos veículos trocaram tiros duas vezes com PMs. Os carros foram inutilizados pelos tiros e abandonados, mas os criminosos conseguiram fugir junto com os sete escudos humanos.

Elisandro Falcão, o chefe do bando, era o assaltante mais procurado do Estado do Rio Grande do Sul. Ele estava foragido da polícia e liderava uma quadrilha responsável por ataques a bancos com uso de explosivos. Entre as ações atribuídas ao grupo estão os ataques a caixas eletrônicos em Picada Café, Nova Bassano, Fagundes Varela, Jaquirana e ao pedágio de Vacaria. Também é possível que o bando tenha assaltado agências em Torres e Dom Feliciano.

Além de Falcão, outros dois criminosos identificados como Sérgio Antônio Ritter e Paulo César da Silva foram mortos em confronto com a polícia ao cruzarem com uma viatura. Dois policiais que estavam na viatura foram baleados. 

O ataque à fabrica de joias

Fortemente armados, cerca de 10 bandidos chegaram à cidade de Cotiporã no início da madrugada. Por volta das 2h, realizaram ao menos 10 pequenas explosões em uma fábrica de joias e fizeram reféns alguns moradores. Como a Brigada Militar monitorava a atividade dos bandidos através de escutas e especulava que haveria uma atividade criminosa na Serra, a polícia chegou rapidamente ao local. Ao perceber a aproximação dos PMs, os bandidos fugiram levando um novo grupo de reféns.

Na saída da cidade, houve um cerco aos criminosos e ocorreu um tiroteio. Três bandidos morreram, e dois policiais ficaram feridos. Os policiais negociaram, por cerca de uma hora, a liberação de cinco reféns e o resgate aos PMs atingidos. Um dos veículos utilizados na fuga conseguiu passar pela barreira e um número não informado de criminosos se escondeu em matagal da região. Não há informações se há mais reféns com os fugitivos.

Informações do jornal Zero Hora