PM e 2 guardas são presos acusados de atacar caixas eletrônicos em São Paulo

Cinco homens, dentre os quais um policial militar e dois guardas municipais, foram presos nesta terça-feira em Holambra, no interior de São Paulo, acusados de praticar ataques com explosivos em caixas eletrônicos nos municípios de Campinas, Holambra, Santo Antônio de Posse, Pedreira, Serra Negra, Jaguariúna e Paulínia. Os mandados de prisão, busca e apreensão foram cumpridos por agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da capital.

O PM e os dois guardas, cujos nomes não foram divulgados, trabalhavam na própria cidade. Eles são suspeitos de pelos menos três ações contra agências bancárias. Segundo o Deic, o trio pode ser integrante de um grupo que vinha agindo há algum tempo na região de Campinas. Na última sexta-feira, seis homens que tentavam invadir uma agência bancária foram presos em flagrante. Esse grupo é suspeito de ao menos oito casos registrados nesses municípios.

Ao todo, o Deic já deteve 15 pessoas apontadas pelo mesmo tipo de crime e que podem fazer parte da mesma quadrilha. A polícia investiga se há outros policiais com susposta participação em explosão de terminais bancários.

Alckmin defende tolerância zero

Em passagem nesta terça-feira pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária estadual em Campinas, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que os órgãos de segurança do governo adotaram a política de "tolerância zero" em resposta aos ataques a caixas eletrônicos. Segundo o governador, a PM vai punir todos os policiais que tiverem comprovação nos crimes e encaminhá-los a Justiça.

"Os agentes da lei que agirem fora da lei vão ser excluídos da polícia", afirmou Alckmin. "Adotamos tolerância zero. A Polícia Militar não admite nenhum procedimento desse tipo e será rigorosa se comprovar esses crimes. Os policiais vão ser excluídos da polícia e responder a processo civil e penal", declarou.