Líder do PPS: indiciamento de Rosemary requer explicações de Lula

O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), volta a cobrar explicações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a relação dele com a ex-chefe da Gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha. Para Rubens, com o indiciamento de Noronha também por formação de quadrilha, há muito o que se investigar sobre como agia o grupo que vendia pareceres técnicos no seio do governo federal.

A PF (Polícia Federal) indiciou duas pessoas por novos crimes envolvendo o grupo investigado na Operação Porto Seguro: Rosemary e Tiago Pereira Lima, ex-diretor da Antaq (Agência Nacional de Transportes).

A polícia encaminhou no fim-de-semana o relatório do inquérito da investigação à 5ª Vara da Justiça Federal de São Paulo.

Rose já havia sido indiciada pelos crimes de falsidade ideológica, corrupção passiva e tráfico de influência. Agora, ela foi indiciada também por formação de quadrilha.

“Se o diretor da PF e o ministro da Justiça disseram que não havia nada contra ela e agora aparece, é porque ainda tem muita a coisa a ser investigada em relação a Rosemary e à quadrilha. Os e-mails mostram que ela centralizava as operações por tráfico de influência em suas mãos, citando nominalmente o presidente Lula, ora como PR, ora como chefe. O presidente Lula deve ao país explicações cabais sobre a relação que tinha com essa moça”, justifica o líder.

Rubens também critica o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, que negou, em audiência pública na Câmara dos Deputados, que a ex-secretária de Lula fosse o pivô das investigações. 

“Para o ministro, que negava ser a Rosemary o centro da investigação e que não havia a necessidade de indiciá-la por formação de quadrilha, é de se afirmar: ministro Cardoso deixe a PF investigar Rosemary com o rigor que esses profissionais têm, com o apoio do Ministério Público”, diz o deputado.