França, Reino Unido e Cuba lamentam morte de Niemeyer

"Um homem de convicções a serviço de seu talento", disse Hollande

Chefes de Estado e de governo de diferentes países expressaram suas condolências pelo falecimento do arquiteto Oscar Niemeyer na noite de ontem. O presidente francês, François Hollande, o considerou "um homem engajado, cujas convicções sempre foram colocadas a serviço de seu talento". Segundo nota à imprensa divulgada pela Embaixada da França em Brasília, o presidente francês destacou o arquiteto como "motivo de orgulho" para o Brasil e lembrou sua relação com a França.

"Tinha com a França uma relação privilegiada, não só por ter construído, em nosso país, vários edifícios cuja modernidade e originalidade impressionam os seus visitantes, mas também, por ter residido aqui durante o seu exílio, quando a ditadura reinava em seu país", disse, por meio da nota.

O governo britânico também lamentou a perda. "Muito triste saber da partida do legendário arquiteto Oscar Niemeyer nesta madrugada e gostaria de transmitir as condolências à família, aos amigos e ao Brasil", disse o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Hugo Swire, por meio de nota.

Conhecido por convicções políticas de esquerda, Niemeyer também foi homenageado pelo presidente cubado, Raul Castro. Ele enviou uma coroa de flores e endereçou ao "querido amigo Oscar Niemeyer". As embaixadas da Argélia e da Bolívia também enviaram coroas de flores para o velório.