Kassab e líder do governo têm dados vendidos por quadrilha

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), e o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), foram alvo de espionagem e tiveram dados sigilosos comercializados pela quadrilha desarticulada anteontem pela Polícia Federal na operação Durkheim, de acordo com informações do jornal O Estado S. Paulo, reproduzidas na edição desta quarta-feira na Folha de S. Paulo

A quadrilha vendia informações como extratos bancários e telefônicos, declarações de Imposto de Renda e atestado de antecedentes criminais obtidos com funcionários públicos, empresas de telefonia e bancos.

No caso de Kassab, a PF identificou a venda de uma conta telefônica particular. O prefeito minimizou ontem o caso e parabenizou a atuação dos policiais. "Não tenho nenhuma preocupação porque não faço nada de errado na minha vida", disse. 

A estimativa é de que a quadrilha cobrasse até R$ 7.000 por uma escuta clandestina. Já um cadastro do senador Eduardo Braga no Ministério da Justiça e a sua declaração do Imposto de Renda do ano passado foram violados. O senador foi informado pela PF de que a quadrilha provavelmente pretendia chantageá-lo. 

"Estou estupefato. Pensei que isso fosse coisa de filme de James Bond", declarou. A PF já identificou 180 vítimas de espionagem. Entre eles, estão um banco e um veículo de mídia. Segundo a PF, cerca de 10 mil pessoas e empresas podem ter tido dados sigilosos comercializados.