Simon sugere a Dilma que feche escritório da Presidência em SP

O ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, deverá comparecer ao Senado para prestar esclarecimentos sobre a Operação Porto Seguro da Polícia Federal, em São Paulo. Os senador Pedro Simon (PMDB-RS) e Pedro Taques (PDT-MT) protocolaram um convite ao ministro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Simon também sugeriu à presidente Dilma Rousseff o fechamento do escritório da Presidência da República na capital paulista.

"Os fatos que a imprensa traz sobre a atuação da chefe-da-gabinete da presidente em São Paulo, Rosemary (Nóvoa de Noronha) e suas articulações com diretores de agências reguladoras, que motivaram prisões e demissões dos envolvidos, são muito graves e justificam seu fechamento", afirmou Simon. 

Para o senador, “quando o então presidente Lula criou o escritório, alertei para o inusitado da medida, pois isso nunca aconteceu antes e não consta que presidentes de outros países mantenham escritórios com esse status em outras cidades”.

Simon também cobrou da presidente da República a adoção dos critérios da Lei da Ficha Limpa para nomeações no Executivo. “O ministro chefe da Controladoria Geral da República Jorge Hage anunciou que a Casa Civil estava analisando a minuta de um decreto lei nesse sentido, mas até hoje nada foi feito”, protestou o senador.

"Falta algo para que a sociedade perceba que a ética está em primeiro lugar nas prioridades do governo, acrescentou, atribuindo a responsabilidade de ocorrências de corrupção ao fato do governo estar excessivamente partidarizado. Não se nota que alguém tenha sido nomeado por suas qualificações técnica e competência. Até o Maluf faz indicações nesse governo”, desabafou Simon, para quem a presidente Dilma deve ficar atenta ao fato de que tudo isso acontece “já na metade do seu governo”.