CPI vota quebra de sigilos de empresária acusada de adoção ilegal

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas se reúne hoje para votar requerimentos. Um deles, da deputada Flávia Morais (PDT-GO), pede a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da empresária Carmem Topschall, suspeita de intermediar adoções ilegais no interior da Bahia, e do marido dela, o alemão Bernhard Michael Topschall.

O requerimento de quebra de sigilo também inclui as empresas que os dois possuem. Carmem e Bernhard foram convocados para depor na CPI na semana passada, mas permaneceram em silêncio. A empresária é citada em diversos depoimentos relacionados à entrega, em guarda provisória, de cinco irmãos em Monte Santo (BA) para casais de São Paulo – a história foi tratada em reportagem do Fantástico, da Rede Globo.

A deputada Flávia Morais, em outro requerimento, também pede a cópia dos livros de registros de denúncias dos conselhos tutelares de Monte Santo, Encruzilhada e Euclides da Cunha, da Bahia. As três cidades possuem casos sob investigação da CPI. Segundo informações que chegaram à comissão, teria sido Carmem Topschall quem denunciou a situação de abandono das crianças ao Conselho Tutelar de Monte Santo.

A CPI também pode votar o requerimento da deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) de convite a Maria Marlene Cegeuca para prestar esclarecimentos à CPI. Segundo a parlamentar, em 2002, a empresária Carmem Topschall pediu à Justiça a guarda de suas duas sobrinhas, filhas de Maria Marlene, argumentando que a mãe não tinha condições psicológicas e financeiras para criar as filhas. O objetivo do convite é esclarecer esse episódio.