Brasileiros defendem candidatura de SP a sede da Exposição Universal em 2020

A candidatura da cidade de São Paulo a sede da Exposição Universal de 2020 foi defendida hoje (20), na sede do Bureau International des Expositions (BIE), em Paris, pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, pelo atual e pelo futuro prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, e Fernando Haddad, respectivamente. Criado em 1928, o BIE é integrado por 157 países e tem a função de supervisionar demandas relativas à organização de grandes eventos internacionais.

Em reunião com o secretário-geral do BIE, Vicente González Loscertales, Patriota, Kassab e Haddad ressaltaram que a candidatura de São Paulo não é partidária e disseram que a cidade é a síntese do século 21, aliando modernidade e desafios que devem ser enfrentados pelas grandes metrópoles.

Na conversa com Loscertales, o ministro explicou por que São Paulo sintetiza os desafios das grandes cidades no século 21: tem o crescimento econômico aliado à inclusão social, ao combate à pobreza e ao desenvolvimento sustentável. O prefeito Gilberto Kassab lembrou, por sua vez, que, em 2014, São Paulo será palco da abertura da Copa do Mundo de Futebol. mostrando ao mundo seu dinamismo e jovialidade.

Fernando Haddad, que assumirá a prefeitura de São Paulo em 1º de janeiro, disse a Loscertales que, assim que foi eleito, recebeu da presidenta Dilma Rousseff pedido de empenho pela candidatura da cidade a sede da Exposição Universal de 2020. Haddad ressaltou que o pleito não representa apenas um desejo dos paulistanos e paulistas, mas dos brasileiros em geral.

Lançada em novembro do ano passado, a candidatura de São Paulo será formalmente apresentada no próximo dia 22. Há um ano, o Comitê São Paulo Expo2020 vem trabalhando pela escolha da capital paulista para sede do evento. A definição será em novembro do próximo ano, em uma assembleia do Bureau International des Expositions. São Paulo disputa o posto com as cidades de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, Esmirna, na Turquia, Ayuthaya, na Tailândia, e Iekaterinburgo, na Rússia.

Edição: Nádia Franco