SC: governador e prefeito de Florianópolis discutem violência

Florianópolis - O governador de Santa Catarina e o prefeito de Florianópolis participaram uma reunião de emergência nesta quinta-feira para avaliar a onda de ataques que há três dias vem aterrorizando moradores de várias cidades catarinenses. O encontro foi realizado na Casa d'Agronômica, residência oficial do governador Raimundo Colombo.

O comandante da PM catarinense, coronel Nazareno Marcineiro, apresentou os números de mais uma madrugada violenta e as ações que serão adotadas para conter os ataques. A preocupação do prefeito local, Dário Berger, é com a segurança dos usuários do transporte coletivo. Desde o início dos ataques, três ônibus foram incendiados na região norte da capital, o que fez com que as empresas interrompessem as atividades durante a madrugada.

Neste feriado, além do movimento de turistas em Florianópolis, a realização de um festival de música de axé na região central também preocupa as autoridades.

Não foram revelados maiores detalhes da reunião. Na última quarta-feira, em coletiva, o governador e autoridades de segurança rebateram as acusações de que "estariam inertes" diante da onda de ataques.

Violência em SC

A partir do dia 12 novembro, o Estado de Santa Catarina registrou uma série de atentados, com mais de 20 ataques contra ônibus e bases da polícia. Enquanto os coletivos foram alvos somente de incêndio, algumas bases policiais também foram alvejadas. Na região norte de Florianópolis, o carro de um policial civil foi incendiado. Ao todo, a polícia prendeu 27 suspeitos de participação nos crimes, sendo 12 adolescentes.

Na segunda-feira, dia 12, uma funcionária de uma empresa de administração prisional recebeu uma mensagem no celular que avisava sobre os ataques, que seriam uma represália a supostos maus tratos ocorridos dentro da Penitenciária de São Pedro de Alcântara.

O secretário de Segurança Pública de Santa Catarina, César Augusto Grubba, afirmou que os atentados ocorridos em Florianópolis podem ter sido uma imitação dos ataques ocorridos nos últimos dias em São Paulo, onde mais de 90 policiais foram mortos desde o início do ano.