Ações criminosas levam polícia de Santa Catarina a deter 27 pessoas

Brasília - A Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina retificou há pouco o número de detidos desde a noite de ontem (13) no estado por suspeita de envolvimento nos ataques na região. Segundo o órgão, 27 pessoas, sendo 12 adolescentes, foram levadas para delegacias da região. Mais cedo, a secretaria havia contabilizado a detenção de 36 pessoas. Alguns dos presos estavam com material capaz de provocar incêndios, como estopa e galões de gasolina.

Ainda de acordo com a secretaria, foram registradas 22 ações criminosas, incluindo incêndios em ônibus, ataques contra agentes públicos, prédios policiais e privados em Florianópolis, Criciúma, Itajaí Palhoça, Blumenau, Camboriú e Navegantes.

Para enfrentar a onda de violência, que começou na noite de segunda-feira (12), a Secretaria de Segurança Pública anunciou ontem (13) uma ação conjunta de unidades especiais das polícias Militar e Civil, com reforço no patrulhamento de áreas consideras críticas. A Diretoria Estadual de Investigações Criminais também está mobilizada para apurar as causas dos ataques e a Polícia Civil instaurou inquérito para verificar se há alguma relação entre eles.

Ao comentar, durante entrevista coletiva na tarde de ontem, a participação de uma suposta facção criminosa que teria ordenado os ataques, o secretário de Segurança Pública de Santa Catarina, César Augusto Grubba, disse que todas as hipóteses estão sendo investigadas e que não descarta nenhuma linha de investigação.

Grubba descartou a necessidade de solicitar auxílio ao governo federal, mas informou que as autoridades estaduais têm trocado informações, por meio de uma rede integrada de inteligência policial, com representantes do Ministério Público, do Poder Judiciário, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal e do Exército.

A Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina investiga ainda se os atentados representam um “processo de imitação” incentivado pela onda de criminalidade em outros estados. Em São Paulo, também foram registrados ataques que incluíram ônibus incendiados. Para conter a onda de violência, o governo paulista e o Ministério da Justiça criaram uma agência integrada de inteligência, com o objetivo de unir os serviços de informação estadual e federal e orientar a ação de combate ao crime por parte da polícia.