Crianças são medicadas com ácido em vez de sedativo na Grande SP

Duas crianças internadas no Hospital Nova Vida, em Itapevi, na Grande São Paulo, reagiram gravemente à aplicação de um medicamento. O primeiro, um bebê de 2 anos, tomou o remédio no dia 19 para fazer um exame. Ele ficou agitado, começou a chorar e babar. Meia hora depois, o mesmo produto foi dado a uma menina de 4 anos, que precisou realizar uma tomografia. 

O frasco, trazido pela enfermeira Ingrid Prestes, deveria ser de calmante líquido hidrato de cloral, mas continha ácido tricloracédico, usado em peeling dermatológico. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A enfermeira que medicou a menina trabalha há quase seis anos no local e disse, em depoimento, que recebeu de uma colega o medicamento e não conferiu o conteúdo. O menino foi atendido por outra técnica de enfermagem. Ele continua internado em estado grave na UTI do hospital Nossa Senhora de Lourdes, no Jabaquara. Já a menina recebeu uma lavagem gástrica emergencial e, apesar dos ferimentos, passa bem e recebeu alta. O hospital comunicou que "as crianças foram bem atendidas" e que a suspeita da troca de medicamentos está sendo apurada internamente.