OAB: novo corregedor precisa afastar todas as 'maçãs podres' da magistratura

O presidente da OAB do Rio de Janeiro (OAB-RJ), Wadih Damous, apoiou hoje (13) a decisão do novo corregedor nacional de Justiça, ministro Francisco Falcão, de combater os desvios e irregularidades no Judiciário, inclusive com o afastamento dos maus juízes que o 'xerife' do CNJ qualificou de 'maçãs podres' e 'meia dúzia de vagabundos'. 

"É importante que o corregedor consiga tornar eficientes as corregedorias estaduais, vencendo resistências há muito arraigadas, corrigindo omissões e punindo ações deletérias", afirmou. E acrescentou Damous: "A OAB o apoiará sempre no bom combate aos privilégios e à cultura de opacidade que ainda vigora em setores atrasados da magistratura".

Falcão assumiu sob grande expectativa acerca da continuidade que dará ao forte trabalho correcional desenvolvido por antecessora, Eliana Calmon. Segundo Damous, pouco importa o estilo pessoal do corregedor porque, na verdade, o que importa para a advocacia e à sociedade é que em seu discurso de posse o ministro Falcão garantiu que dará continuidade à linha de ação da antecessora. ?Se ele pretende agir com menos alarde para manter e ampliar o espaço e o respeito conquistados nos últimos dois anos pelo CNJ, não faz diferença?.

"A antecessora de Falcão não se furtou ao barulho da polêmica e até fez dele uma ferramenta de trabalho, ganhando o apoio da mídia e da sociedade. Eliana não recuou ante o ranger de dentes e as ações movidas por entidades da magistratura para questionar a legitimidade de seus atos e investigações", lembrou o presidente da Seccional da OAB. Mas, segundo ele, há muito ainda por fazer, apesar do CNJ ter hoje um trabalho consistente em prol da transparência do Judiciário.

Falcão já se definiu como alguém mais mediador que sua colega no Superior Tribunal de Justiça. Entre as posições do ex-presidente do STF Cezar Peluso, com quem Eliana Calmon bateu de frente ao defender o poder de investigação do CNJ, e as dela, o corregedor diz preferir um ponto de equilíbrio. Mas garante que dará continuidade à linha de ação da antecessora, e é isto o que importa à advocacia e à sociedade.