Greve nos Correios começa somente em Minas Gerais e no Pará

Das 16 assembleias sindicais dos trabalhadores dos Correios realizadas na noite de ontem (10), apenas duas, em Minas Gerais e no Pará, aprovaram o início de greve por tempo indeterminado. Nesses dois estados, a paralisação já começou, mas ainda não há estimativa de adesão. As demais 14 assembleias optaram por adiar o movimento.

Na maioria dos estados, a categoria marcou novas assembleias para a próxima terça-feira (18). Entre esses, estão Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Outras sete entidades sindicais ainda realizam assembleias hoje (11).

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) ofereceu 5,2% de reajuste salarial. O mesmo percentual seria aplicado a benefícios como vale-alimentação e auxílio-creche. Pela proposta, o salário-base inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo passaria de R$ 942 para R$ 991.

O comando de negociação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) reivindica 43,7% de reajuste, R$ 200 de aumento linear e piso salarial de R$ 2,5 mil. Quatro sindicatos dissidentes (São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Bauru), que se desfiliaram da entidade, reivindicam 5,2% de reposição, 5% de aumento real e reajuste linear de R$ 100.

Maior empresa empregadora no regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), os Correios têm cerca de 115 mil funcionários.

Em nota, a empresa declarou ontem (10) que irá descontar os dias parados dos trabalhadores que aderirem à greve. A ECT também informou ter um plano de contingência com medidas para garantir a prestação de serviços à população em caso de greve. Entre as medidas, estariam a contratação de trabalhadores temporários, a realocação de empregados das áreas administrativas e a realização de horas extras e de mutirões nos finais de semana.

Em 2011, os trabalhadores dos Correios permaneceram em greve durante quase um mês. Dos 28 dias de greve, sete foram descontados na folha de pagamento. Os 21 dias restantes foram compensados aos sábados e domingos.