Sem-teto desocupam prédio e terreno após protesto em SP

Um prédio e um terreno invadidos em São Paulo por sem-teto na madrugada desta segunda-feira foram desocupados no início da tarde de hoje, segundo a assessoria da Frente de Luta por Moradia (FLM). Mas ainda há três edifícios e outro terreno ocupados na cidade e no interior do Estado.

Os protestantes saíram do prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na avenida Nove de Julho, no centro, e de um terreno na Barra Funda, zona oeste da capital.

Um prédio do Banco do Brasil na rua Barata Ribeiro, no centro, e um imóvel do INSS na avenida Senador Teotônio Vilela, zona sul, permanecem ocupados na cidade de São Paulo, além de um prédio da Caixa Econômica Federal, em Cajamar, na Grande São Paulo, e um terreno em Campinas, interior paulista.

Segundo o movimento de ocupação, o ato organizado tem como objetivo "exigir agilidade nos processos que destinam esses imóveis para construção de habitação popular". No prédio do INSS na avenida 9 de julho, por exemplo, os sem-teto lembram que já existe proposta do Governo Federal para transformá-lo em mais de 300 moradias populares, mas, segundo o FLM, "precisa agilidade no processo e é necessário o desmembramento do terreno e laudo definitivo se será demolido ou reforçada a estrutura".

A FLM informou que as 10h desta terça-feira haverá uma reunião na Secretaria de Patrimônio da União (SPU) com 30 representantes da FLM, do Centro de Movimentos Populares (CMP) e da União dos Movimentos de Moradia da Grande São Paulo e interior (UMM).

Manifestação

Por volta das 8h30, famílias que ocupavam os prédios da região central de São Paulo saíram em direção à Praça Princesa Isabel. De acordo com os sem-teto, foi feita uma passeata, por volta das 10h, pelas avenidas Duque de Caxias e Rio Branco, até a sede da SPU, que fica na região da Luz.

Segundo informações da Polícia Militar, no início da manhã desta segunda-feira, nenhuma ocorrência havia sido registrada nos pontos de invasão. A corporação não soube informar o número de policiais deslocados para monitorar os prédios ocupados.