Governo admite desembolsar até R$ 14 bilhões em reajuste de servidores

Em constantes reuniões para estudar quanto pode oferecer aos servidores federais, o governo pensa em desembolsar de R$ 12 bilhões a R$ 14 bilhões do orçamento previsto para o ano que vem em reajustes. Os cálculos de aumento salarial para cada categoria devem ser feitos a partir do impacto que o governo autorizará nas contas de 2013. Milhares de servidores cruzaram os braços há mais de dois meses e a greve em alguns setores já é vista como um "estrangulamento do Estado" pelo governo.

Por causa dos processos de negociação, que estão sendo feitos de maneira individual com cada categoria, o valor poderá subir. A presidente Dilma Rousseff vem fazendo uma série de reuniões ao longo da semana com diferentes ministérios para encontrar uma maneira de atender às reivindicações sem comprometer a responsabilidade fiscal.

Até o dia 31 de agosto, o Executivo tem de enviar ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária, que detalhará os gastos do governo para o ano que vem. Até lá, os movimentos sindicais intensificarão os protestos em favor do maior reajuste possível.

Se o governo atendesse a todas as reivindicações nos moldes apresentados por cada categoria, o impacto seria de R$ 92 bilhões, nas contas do Ministério do Planejamento. Para reduzir o custo para R$ 14 bilhões, a propostas do governo deverão ser bem abaixo da expectativa dos sindicatos.

Por dois anos consecutivos, Dilma fez cortes no orçamento para tentar minimizar os efeitos da crise econômica internacional. Durante a onda de paralisações, ministros vêm repetindo como um mantra que a prioridade do governo é manter a economia aquecida e assim evitar uma onda de demissões. Os funcionários da iniciativa privada, ao contrário dos servidores, não possuem estabilidade.