SP: PF realiza operação-padrão em Guarulhos nesta quinta 

Servidores da Polícia Federal de São Paulo realizarão, nesta quinta-feira, a partir as 16h30, uma operação-padrão no aeroporto internacional de Guarulhos. A ação dá continuidade ao movimento grevista iniciado no início da semana passada.

De acordo com comunicado do Sindicato dos Servidores Públicos Civis Federais do Departamento de Polícia Federal no Estado de São Paulo (Sindpolf), será uma manifestação em favor da reestruturação de carreira, reestruturação salarial e contra as terceirizações em funções exclusivas da Polícia Federal. A mobilização também é um protesto contra a situação precária em que se encontra a segurança pública.

Em Guarulhos, os policiais farão checagem de documentações e de bagagens de passageiros que embarcarem no aeroporto.

Segundo a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), ficou para a próxima terça-feira, às 20h a reunião na qual o governo irá apresentar a proposta para os policiais federais.

Durante o encontro realizado no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), na manhã desta quarta-feira, em Brasília, foi sinalizado que o governo estuda um índice para todas as categorias do serviço público. Contudo, representantes da Fenapef destacaram que a greve não busca aumentar os salários, e sim, reestabelecer a dignidade do cargo e do profissional de segurança pública através da reestruturação salarial e da carreira.

Ainda de acordo com o Sindpolf, a reunião sem definições concretas, indignou os policiais federais que aguardavam o desfecho das negociações. Eles prometeram ações para esta quinta-feira, em todo o território nacional. Dessa maneira, a Operação Blackout deve atingir, com operações-padrão, portos, aeroportos e fronteiras, em todos os Estados.

O movimento grevista

Iniciados em julho, os protestos e as paralisações de servidores de órgãos públicos federais aumentaram no mês de agosto. Pelo menos 25 categorias estão em greve, tendo o aumento salarial como uma das principais reinvindicações. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), o movimento atinge 28 órgãos, com 370 mil servidores sem trabalhar. O número, no entanto, é contestado pelo governo.

Estão em greve servidores da Polícia Federal, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Arquivo Nacional, da Receita Federal, dos ministérios da Saúde, do Planejamento, do Meio Ambiente e da Justiça, entre outros. O Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências) informou que dez agências reguladoras aderiram ao movimento.

O Ministério do Planejamento declarou que está analisando qual o "espaço orçamentário" para negociar com as categorias. O governo tem até o dia 31 de agosto para enviar o projeto de lei orçamentária ao Congresso Nacional. O texto deve conter a previsão de gastos para 2013.

No dia 25 de julho, a presidente Dilma Rousseff assinou decreto para permitir a continuidade dos serviços em áreas consideradas delicadas. O texto prevê que ministros que comandam setores em greve possam diminuir a burocracia para dar agilidade a alguns processos, além de fechar parcerias com Estados e municípios para substituir os funcionários parados.