Após defender ir às ruas, presidente da CUT evita falar sobre mensalão 

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, parece ter recuado da ideia de levar a central sindical às ruas para defender os réus do mensalão. No mês passado, Freitas disse que o julgamento não podia ser político. Na ocasião, ele disse temer que o maior julgamento da história do Supremo Tribunal Federal (STF) se transformasse em um campo de batalha entre petistas e seus adversários.

Indagado pelo Terra sobre quando ocorreria a manifestação em prol dos réus, Freitas desconversou. "Isso não é assunto, viemos falar de outra coisa", disse, ao deixar uma reunião com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, no Palácio do Planalto. Ele também não quis responder porque havia mudado sua postura no período de um mês.

Nos últimos meses, sindicatos ligados à CUT serviram de palco para réus do mensalão apresentarem suas defesas.

O julgamento da ação penal do STF começou na semana passada com decisões técnicas do processo e as acusações a 38 réus pelo Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel. A partir desta segunda-feira, começaram as sustentações orais da defesa de cada réu. O prazo máximo dado a cada um é de uma hora.