PT racha em Campina Grande e juiz impede aliança com PP

Um juiz da 71ª zona eleitoral da Paraíba indeferiu, no fim de semana, o registro dos candidatos do PT a vereador na coligação com o PP, em Campina Grande. Na cidade paraibana, o PT rachou e conseguiu a façanha de ter uma candidatura própria e, ao mesmo tempo, integrar a coligação do PP, inclusive com indicação do vice na candidatura de Daniella Ribeiro (PP). Ela e seu vice petista, Peron Japiassú, também tiveram suas candidaturas indeferidas dias antes pelo mesmo motivo.

O juiz Giovanni Magalhães Porto entendeu que a aliança do partido com o PP não é válida, e pelo menos 5 candidatos a vereador tiveram sua candidatura impugnadas por conta da decisão. Segundo a assessoria de imprensa da 71ª zona eleitoral, cada um desses candidatos ainda será analisado pelo juiz isoladamente. A sentença ainda cabe recurso.

Contrariados com a decisão, o diretório estadual da Paraíba entrou com um recurso para tentar reverter a sentença. Eles defendem que, de acordo com a executiva estadual e municipal, o papel do PT nessas eleições era ao lado do PP. O até então presidente do partido em Campina Grande, Alexandre Almeida, contrário ao acordo, reuniu alguns dissidentes e lançou sua própria candidatura à prefeitura.

"Ele reuniu alguns militantes e assinou uma ata do partido, sem assinatura de nenhum dirigente, oficializando sua própria candidatura. É uma ata sem valor, não tem assinatura do juiz eleitoral", afirma Valberto Ferreira, membro da executiva do PT em Campina Grande.

O candidato petista Alexandre Almeida não foi localizado pela reportagem.