Defesa pedirá novo habeas para PMs suspeitos de matar publicitário em SP

Os advogados dos três policiais militares presos por suspeita de matar o publicitário Ricardo Prudente de Aquino, 39 anos, após uma abordagem na noite do último dia 18, na Zona Oeste de São Paulo, vão pedir para a Justiça Militar libertar seus clientes. Segundo o advogado Claudinei Xavier Souza de Santana, o pedido deve ser entregue ainda no início da tarde de hoje.

"Acreditamos que a Justiça Militar vá nos conceder o habeas corpus, pois acredito que crimes dolosos contra a vida são de atribuição do Tribunal de Justiça e não dos militares. A Justiça comum já concedeu a liberdade, acredito que a Justiça Militar fará o mesmo", disse.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu, nesta quinta-feira, o habeas corpus para os três suspeitos, mas com a existência do processo na esfera militar, o cabo Adriano Costa da Silva, 26 anos, e os soldados Luiz Gustavo Teixeira Garcia, 27, e Robson Tadeu do Nascimento Paulino, 30, não puderam deixar o presídio Romão Gomes, na Zona Norte da capital.

Cid Vieira, advogado da família do publicitário, se declarou surpreso com a concessão do habeas corpus aos policiais. "Não imaginava que, em medida liminar, fosse concedida essa soltura. É um caso grave, que a sociedade precisa refletir", disse.

O publicitário foi morto no último dia 18. Segundo a versão da Polícia Militar, ele fugiu de uma blitz, iniciando uma perseguição de cerca de 10 minutos. Aquino só parou depois que os três policiais acusados fecharam, com a viatura da Força Tática, a passagem do carro da vítima na avenida das Corujas, em Vila Madalena. Por causa da fechada, os veículos chegaram a colidir.

Em seguida, os PMs fizeram oito disparos contra o carro, sendo que dois acertaram o lado esquerdo da cabeça do publicitário. Aquino chegou a ser socorrido para o Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos.

Os policiais foram autuados em flagrante por homicídio doloso (quando há intenção de matar).