PF abre nova investigação sobre caso da ex-ministra Erenice Guerra

Um novo inquérito foi aberto após a Polícia Federal encontrar sinais de sonegação fiscal na contabilidade da empresa de lobby de Israel Guerra - filho da ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra -, e detectar indícios de lavagem de dinheiro de envolvidos no caso. A Capital Consultoria intermediava contratos com o governo federal e cobrava uma "taxa de sucesso". 

De acordo com a decisão do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, a PF apurou que a empresa "teria deixado de prestar informações sobre as rendas auferidas nos anos de 2009 e 2010". As informações foram publicadas no jornal Folha de S. Paulo.

A investigação inicial foi arquivada sob o argumento de que não ficou comprovada a prática de qualquer ilícito. A nova apuração não tem como alvo a ex-ministra, que deixou o cargo em setembro de 2010. A destituição ocorreu depois do empresário Rubnei Quícoli declarar que uma empresa de filhos de Erenice teria pedido dinheiro em troca da liberação de recursos públicos. 

À PF, o empresário disse que reafirmou duas vezes, em depoimentos diferentes, que estava sendo extorquido pela Capital Consultoria e negou ontem, à Folha, a afirmação dada pelo ex-presidente Lula de que teria retirado a acusação na primeira audiência. Quícoli assinou apenas um depoimento pelo qual dizia não ter tido intenção de atingir o PT, em resposta ao processo movido pelo Diretório Nacional contra o empresário por suspostos danos morais ao partido.