Dadá e mulher de Cachoeira chegam ao prédio da Justiça Federal em GO

Contraventor também está no local para acompanhar depoimento de testemunhas

Andressa Mendonça, mulher de Carlinhos Cachoeira, e Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, considerado araponga do contraventor, já estão no prédio da Justiça Federal de Goiânia (GO), onde nesta terça-feira ocorrerão as audiências dos envolvidos da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Mesmo sem ter sido visto, o bicheiro, acusado de comandar um esquema de corrupção e exploração ilegal de jogos, já estaria no local para ouvir os depoimentos das 14 testemunhas - 10 de defesa e quatro de acusação - previstos para hoje.

O advogado de defesa de Dadá, Leonardo Gagno, vai pedir a anulação da audiência alegando que os defensores dos 81 réus deveriam ter sido convocados. Wladimir Garcez, apontado como um dos principais colaboradores da organização criminosa que seria comandada por Cachoeira, também já está no local.

Os depoimentos dos réus, inclusive o de Cachoeira, estão previstos para amanhã. O movimento nas proximidades do prédio da Justiça é intenso desde as 6h30. Agentes da Polícia Federal fazem a segurança no entorno. A sessão será presidida pelo juiz Alderico Rocha, da 11ª Vara.

Cachoeira foi transferido ontem para a capital goiana e está detido na Superintendência da Polícia Federal até o fim das audiências.

O contraventor sofreu duas derrotas na Justiça nesta segunda-feira. Enquanto o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um habeas-corpus para Cachoeira, o juiz federal Alexandre Franco, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), negou pedido da defesa do bicheiro para que ele permaneça calado em depoimento na Justiça, previsto amanhã. O juiz Alexandre Franco substitui temporariamente o desembargador Fernando Tourinho Neto, que está de férias.

Cachoeira está preso preventivamente desde o dia 29 de fevereiro como resultado da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. O habeas-corpus para garantir que Cachoeira pudesse ficar calado foi protocolado no TRF1 no final da semana passada. Os advogados queriam resultado semelhante ao que ocorreu na Comissão Parlamentar Inquérito (CPI) mista do Cachoeira, em que o empresário se negou a responder às perguntas dos parlamentares.

O depoimento de Cachoeira e outros réus na Justiça Federal em Goiás é fase fundamental para que o processo avance. As declarações do empresário são aguardadas com ansiedade, pois será a primeira vez em que ele falará sobre o caso. Durante a CPI, Cachoeira chegou a dizer que "ajudaria muito" às investigações, mas somente após sua audiência na Justiça.