Alunos invadem reitoria; UFPR diz que só negocia com desocupação

Em nota divulgada nesta quarta-feira, a Universidade Federal do Paraná afirmou que pode voltar a negociar com os estudantes assim que o prédio da reitoria for desocupado. A invasão do edifício, que ocorreu no dia 3 de julho, foi o modo que alguns alunos encontraram para protestar por melhoras na assistência estudantil.

De acordo com a assessoria de imprensa da universidade, cerca de 30 itens compõem a lista de reivindicações dos alunos, entre elas estão: bolsa permanência para todos os estudantes, creche para mães estudantes e o aumento no acervo de livros na biblioteca. A instituição, que afirma que já estava em negociação antes mesmo da invasão, elegeu uma comissão para tratar com os alunos.

O próprio Diretório Central dos Estudantes da UFPR afirmou, em nota, que não apoia a ocupação. A gestão do DCE declarou que "a decisão de ocupar a reitoria foi tomada às pressas, sem uma consulta efetiva aos estudantes. Um fato que nos deixa descontentes é o impedimento da liberdade de expressão que vem ocorrendo sistematicamente nas assembleias estudantis."

Segundo a comissão, a ocupação causa danos "irreparáveis" aos serviços da universidade. Além do gabinete do reitor, estão impedidos de exercer as atividades os professores e técnicos administrativos da divisão de expediente, a assessoria de relações internacionais, a pró-reitoria de planejamento, orçamento e finanças, o departamento de contabilidade e finanças, a procuradoria federal e secretaria dos órgãos colegiados, entre outros. A universidade não sabe precisar quantos alunos participam da invasão.

A universidade suspendeu diversas atividades, como o pagamento de bolsas, de fornecedores e contratos de terceirizados. Junto aos prejuízos, são contabilizadas as formaturas, pois a área de armazenamento das becas fica no prédio ocupado. As sessões dos conselhos também foram suspensas.