Governo corta ponto de grevistas, que prometem mobilização

O governo decidiu nesta sexta-feira cortar o ponto dos servidores federais em greve. De acordo com o Ministério do Planejamento, o corte será retroativo a 18 de junho, quando foi iniciada a paralisação.

Apesar da medida, o governo disse que as negociações com os servidores não serão interrompidas, pois trabalha com uma data limite de 31 de julho para concluir os estudos sobre a possibilidade de conceder o reajuste salarial. A data final para o envio do orçamento de 2013 ao Congresso é 31 de agosto.

Em assembleia, os grevistas deliberaram pela ampliação e intensificação do movimento. O servidor do Ministério da Saúde, Carlos Eduardo Corte, reclamou da postura do governo. "Estamos firmes. Os servidores do Executivo estão desvalorizados. Estamos cansados da enrolação do governo, isso é desrespeito com o servidor e, principalmente, com a população, que é quem está sendo afetada com a suspensão dos serviços por causa da greve".

De acordo com Carlos Henrique Bessa Ferreira, diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais (Sindsep), os servidores do Executivo que estão em greve são: Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Ministério da Saúde , Ministério do Planejamento, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério da Integração Nacional, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério da Justiça, Fundação Nacional do Índio (Funai), Ministério da Agricultura, Arquivo Nacional, Instituto Nacional de Propriedade Industrial e Hospital das Forças Armada.

Os servidores reivindicam novos concursos públicos, contratação de servidores, a criação de plano de carreira, criação e estabelecimento de data-base no dia 1º de maio, melhores condições de trabalho e equiparação de salário e benefícios com os servidores do Legislativo e Judiciário.

Com informações da Agência Brasil.