CPMI quer reforçar segurança dos envolvidos nas investigações de Cachoeira  

Preocupados com as ameaças sofridas por juízes e promotores que cuidam do processo contra o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinho Cachoeira, em Goiás e no Distrito Federal, os integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que trata do tema vão pedir reforço na segurança dos envolvidos nas investigações.

“Vamos conversar com o Poder Judiciário, o Ministério Público e os presidentes da Câmara e do Senado para garantir a proteção de todos que estão investigando com essa organização criminosa”, disse o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que é vice-presidente da CPMI. Cachoeira é acusado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de chefiar um esquema de jogos ilegais e de fazer tráfico de influência com agentes públicos e privados.

Libertação dos investigados

Os parlamentares acreditam que a libertação de "integrantes da organização criminosa" pode estar por trás dessas ameaças. "Essas decisões [as libertações] precisam ser revistas. Estão lidando com essa organização como se fosse uma quadrilha dos anos 40", disse o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ).

O deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF) disse que um dos envolvidos conseguiu habeas corpus, saiu da prisão e está se rearticulando. Ele estava se referindo a Idalberto Araújo, o Dadá, apontado como um “araponga” que trabalha como espião de Carlos Cachoeira.

Já a deputada Íris de Araújo (PMDB-GO) afirmou que Goiás vive uma situação de calamidade pública em matéria de segurança. Ela própria, acrescentou, recebe “ameaças todos os dias, inclusive ameaças de morte e de sequestro”.

Informações da Agência Câmara