Mário Couto deixa reunião de CPI apontando existência de ‘uma ditadura’   

O senador Mário Couto (PSDB-PA) exaltou-se durante a reunião da CPI do Cachoeira onde depõe o jornalista Luiz Carlos Bordoni. O senador o inquiria e o acusava de ter confessado crimes durante seu depoimento, como a sonegação de impostos, e se disse “incomodado” por ficar diante de Bordoni. Ao ser chamado à atenção pelo vice-presidente da comissão, Paulo Teixeira (PT-SP), para que tratasse o depoente “com urbanidade”, Mario Couto se exaltou e se retirou da sala dizendo haver “uma ditadura” na CPI.

- Se Vossa Excelência não me deixar mais falar, eu me retiro. Aqui é uma democracia, que tem que ser respeitada, não estamos numa ditadura. É preciso acabar com isso, isso é uma miscelânea, uma avacalhação, isso não é uma CPI – disse.

Em entrevista à imprensa após se retirar da sala, Mário Couto afirmou que nunca mais participará de uma reunião da CPI, pois ela perdeu a credibilidade e lá “quem é menor perde, quem é maior ganha”. O senador afirmou que só estão sendo trazidas à comissão pessoas para depor contra o governador de Goiás, Marconi Perillo e estão se esquecendo de Luiz Antonio Pagot, “um dos maiores ladrões dessa Terra” e do presidente da Delta, Fernando Cavendish, “o mentor de tudo isso”, em sua visão.

- Ninguém pode dizer que essa é uma CPI séria, ela é uma CPI dirigida e perdeu totalmente a sua finalidade – declarou.