Ex-assessor de Perillo se recusa a depor na CPMI do Cachoeira 

O primeiro depoente de hoje da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, Lúcio Fiúza Gouthier, amparado por um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal, não quis prestar depoimento. Gouthier se recusou até a fazer sua exposição inicial, que antecede a fase de perguntas.

Gouthier era assessor do governador de Goiás, Marconi Perillo, e teria presenciado a venda de uma casa – transação que está sendo investigada pela comissão.

A ministra do STF Rosa Weber concedeu a Gouthier o direito ao silêncio; o direito à assistência por advogado; o direito de não ser submetido ao compromisso de dizer a verdade ou de subscrever termos com esse conteúdo; e o direito de não sofrer constrangimentos físicos ou morais decorrentes do exercício dos direitos anteriores.

Gouthier queria também, mas não obteve, o direito de acesso a todo o material probatório já produzido na investigação e a presenciar e acompanhar toda a produção de provas no curso da CPMI. Ele argumentou que, apesar de ter sido convocado a prestar depoimento na condição de testemunha, a comissão aprovou a quebra de seus sigilos fiscal e bancário, fato que, por si só, alteraria sua condição de depoente a investigado.

A reunião de hoje foi convocada para ouvir três depoimentos relacionados à venda de uma casa do governador de Goiás, Marconi Perillo, paga com cheques de uma empresa ligada ao contraventor Carlos Cachoeira.

Com TV Senado