Novas vítimas denunciam psicanalista por ofensas discriminatórias no DF

Suspeito de ter ofendido com termos racistas a funcionária Marina Serafim dos Reis, de 25 anos, após não ser atendido preferencialmente em um cinema, em Brasília, no último dia 29 de abril, o psicanalista Heverton Campos Menezes, de 62 anos, recebeu outras duas denúncias por crimes semelhantes, em depoimentos anônimos exibidos pela TV Globo, neste domingo. 

De acordo com a emissora, foram abertos pelo menos 5 inquéritos de injúria contra o doutor nos últimos 18 dias, e os novos casos devem ser encaminhados nesta segunda-feira. Procurado pela reportagem, Menezes concordou em agendar uma entrevista, mas não respondeu aos contatos posteriores.

A primeira das novas denúncias se refere a um episódio que teria acontecido em um restaurante. Menezes teria insultado os garçons do estabelecimento ao dizer que todos eram nordestinos doentes que deveriam morrer e que deveria ser feito com os nordestinos o mesmo que Hitler fez contra os judeus. 

Uma das vítimas prestou queixa, mas o psicanalista não foi identificado na época como o autor do crime. Em outra ocasião, durante eleições, o médico teria proferido termos racistas contra uma eleitora negra na fila: "você está atrapalhando a fila porque isto daqui é uma republiqueta de bananas da qual você é a maior representante, sua negrinha", teria dito Menezes, de acordo com uma mesária.