Começa avaliação sobre abertura de processo disciplinar contra Demóstenes  

O Conselho de Ética do Senado começa a analisar nesta manhã se deve ou não abrir um processo disciplinar contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), suspeito de envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal.

Na manhã desta quinta-feira (3), o relator Humberto Costa (PT-PE) fará a leitura das 65 páginas de seu relatório. Em seguida, os parlamentares começam os debates. De acordo com o cronograma do Conselho, o documento só será votado na próxima terça-feira (8).

Uma representação do PSOL acusa Demóstenes de quebra de decoro, após o parlamentar ter sido flagrado por escutas telefônicas da PF em conversas com Cachoeira, acusado de exploração de jogos ilegais, tráfico de influência e corrupção.

Defesa

Os integrantes do Conselho de Ética vão debater o relatório do senador Humberto Costa com conhecimento da defesa prévia de Demóstenes. Na noite de quarta-feira (25), a peça com 61 páginas foi entregue ao colegiado pelo advogado dele, Antônio Carlos de Almeida Castro.

Demóstenes pede que o Conselho aguarde a manifestação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a validade das escutas telefônicas de conversas entre ele e  Carlinhos Cachoeira.

Além de sustentar a ilegalidade das escutas, o senador contesta a legalidade da representação do PSOL por se basear em matérias jornalísticas e pede ao colegiado que aguarde as conclusões da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista que investiga o caso.

Se o Conselho decidir pela abertura de processo disciplinar, Demóstenes Torres pode ser punido com uma simples advertência ou até com a perda do mandato. Neste caso, o parecer será enviado à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), devendo depois seguir para a Mesa do Senado para a inclusão da matéria na ordem do dia do Plenário, que é a instância máxima de decisão da Casa.