Simon critica Lula por insistir em CPI que atrapalha Dilma  

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) comentou hoje, em discurso no Senado, a participação decisiva do ex-presidente Lula na criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará as ligações políticas do empresário e contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Simon considera que o ex-presidente "não foi leal" com Dilma Roussseff ao estimular a CPI e promover articulações políticas com dirigentes do PMDB. 

"Por que essa insistência de Lula agora? Ele deveria ter criado a CPI quando apareceu o vídeo do sub-chefe da Casa Civil Waldomiro Diniz pedindo dinheiro ao mesmo Cachoeira", desabafa Simon, em uma referência ao primeiro escândalo do governo Lula. 

O senador diz temer pela vida do empresário, 'um arquivo vivo' que pode prejudicar muita gente importante e lembra que PC Farias foi assassinado em Alagoas. 


Agenda positiva, a primeira vítima 

 Na opinião do senador, Dilma foi surpreendida pelas articulações de Lula e do PT em defesa da CPI quando estava nos Estados Unidos, em visita oficial. "Depois de um ano tumultuado, com ministros afastados por corrupção, a presidenta estava em outro momento, tentando imprimir uma agenda positiva ao governo e ao país, enfrentando os bancos privados e forçando a redução de juros", acrescentou Simon. 

O senador destacou ainda no discurso as marchas contra a corrupção marcadas para dezenas de cidades brasileiras, neste sábado, Dia de Tiradentes. "As redes sociais estão convocando mais um grande ato de protesto contra a corrupção e a impunidade, e estarão fiscalizando a CPI para que não acabe em pizza", finalizou.