Marco Maia apoia participação de entidades civis na CPMI do Cachoeira 

O presidente da Câmara, Marco Maia, manifestou apoio à participação de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai investigar as relações do contraventor Carlos Cachoeira com os setores público e privado.

Logo após a cerimônia de posse do novo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Ayres Britto, Marco Maia declarou que a participação dessas entidades pode ajudar os trabalhos da CPMI, que foi criada nesta quinta-feira. 

"A CPI é aberta e contará com a participação de todos aqueles que queiram contribuir com a elucidação das denúncias que foram formuladas. No caso específico da OAB, acho que é interessante participar, já que a principal figura envolvida com o escândalo é um senador, ex-advogado e promotor de Justiça. Portanto, a OAB, pode, com isso, dar uma contribuição efetiva para que em seus quadros não tenham mais figuras com esse tipo de comportamento, como temos acompanhado no caso do senador Demóstenes", disse Maia.

Quem revelou a intenção das entidades em fiscalizar os trabalhos da CPMI foi o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante. Na opinião do dirigente, o Legislativo precisa utilizar a CPMI de uma forma séria e com resultado. “Não podemos ter mais uma CPI que frustre a Nação brasileira. A Ordem dos Advogados do Brasil, os movimentos sociais vão pedir ao presidente da CPI que determine a participação da nossa entidade, da CNBB, da ABI e de outras entidades como fiscalizadores pela sociedade brasileira dessa CPI. Nós queremos resultado na CPI, não queremos pizza de novo".

Julgamento do mensalão

Outro assunto em pauta durante a posse no STF foi o julgamento dos envolvidos no mensalão. Segundo o novo presidente do Supremo, em breve o caso terá um desfecho. "Tão logo o processo seja liberado para a pauta de julgamento, nós providenciaremos a devida publicação e a formatação da pauta de julgamento".

Para o presidente da Câmara, Marco Maia, o processo precisa ser julgado o mais rapidamente possível. "Ninguém está tratando ou trabalhando com postergação de julgamento. O importante é que o STF julgue rápido e julgue à luz do que diz a Constituição e à luz da Justiça".

Na opinião do presidente da OAB, o pouco tempo de mandato do ministro Ayres Britto não será empecilho para que a Corte julgue os processos relativos aos escândalos de corrupção. “Estou aqui, na condição de presidente de uma entidade que nunca se acovardou nos momentos cruciais de nossa história, para dizer ao novo presidente da Suprema Corte brasileira que a sociedade espera, sinceramente, que esse tema não seja mais postergado”, enfatizou.

O julgamento do processo do mensalão depende de parecer do ministro Ricardo Lewandowski. Só depois, os ministros do Supremo vão determinar a responsabilidade dos 38 réus no suposto esquema de compra de apoio político no governo do ex-presidente Lula.