Policiais federais fazem operação padrão nos aeroportos 

Um protesto contra as terceirizações na Polícia Federal deve afetar todos os passageiros que embarcarem ou desembarcarem nos aeroportos do país nesta quinta-feira. A categoria irá alertar a população para a insegurança nos terminais e checar documentação e bagagens de todos os viajantes. 

"Este trabalho deveria ser rotineiro, mas por falta de efetivo não é feito. A gente está fazendo isso para mostrar a precarização do serviço da PF", afirma o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcos Wink.

Segundo Wink, o objetivo é chamar a atenção do governo sem trazer prejuízos aos usuários dos aeroportos. Ele disse que as funções exclusivas da PF estão sendo paulatinamente feitas por terceirizados, o que "deveria ser usado para as atividades-meio, nunca para as atividades-fim. 

"Estão tentando terceirizar as pessoas para exercerem uma atividade de policial, como autorizar a entrada de estrangeiros no país", disse.

Para o presidente da Fenapef, além da falta de condições para trabalhar, os policiais também são atingidos pela falta de reajuste salarial. "De 2002 para cá, a Polícia Federal teve o menor índice de reajuste salarial. Teve 78%, ao passo que outras instituições tiveram 400%. Somos o grupo que tem o menor salário dentro do Executivo." Atualmente, o salário inicial de um agente é de aproximadamente R$ 7,5 mil.

No próximo dia 24, a Fenapef fará uma assembleia geral para decidir quais serão os próximos passos do movimento. Segundo Wink, a categoria pode decidir, ainda, se começará uma greve. "Vamos nos reunir e ver o que vamos fazer. Uma greve não está descartada".