Parlamentares manifestam apoio à criação da CPI do Cachoeira    

Após o anúncio da criação da Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPMI) para investigar as relações entre o empresário Carlinhos Cachoeira e agentes públicos e privados, parlamentares subiram à tribuna da Câmara, na manhã desta quinta-feira para manifestar apoio à investigação.

O líder do DEM na Câmara, deputado ACM Neto (BA), demonstrou preocupação com a composição da CPI. Segundo o parlamentar, o desequilíbrio de forças entre base governista e oposição pode comprometer o resultado da investigação.

- Há uma desproporcionalidade total na composição da CPI. Lamentavelmente os últimos exemplos demonstram que deve haver a preocupação de não permitir que essa CPI acabe em pizza – disse.

Já o líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), afirmou que o governo apoia uma investigação profunda sobre o envolvimento do crime organizado com o poder público. Segundo ele, não será uma investigação de governo contra oposição, mas sobre a relação de agentes públicos e privados com negócios ilegais.

- A oposição diz que essa CPI pode virar pizza e reclama que é minoria, mas esquece de dizer que se é minoria é porque o povo é quem escolheu nas eleições – disse.

Pelo Regimento, as legendas ou blocos terão direito à quantidade de vagas proporcional ao tamanho de suas bancadas. Por esse critério, a presidência da Comissão ficará com o PMDB do Senado e a relatoria com o PT da Câmara.

Para o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), a comissão de inquérito deve fazer investigação profunda.

 - É uma CPI síntese de tudo que tem degenerado a vida política brasileira: a parceria público-privada que, através de negócios ilícitos, captura o poder público – disse o líder do PSOL.