Ministério Público recorre contra a transferência de Cachoeira para Brasília 

O Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Regional da República da 1ª Região, recorreu da decisão do desembargador Tourinho Neto que concedeu a transferência de Carlinhos Cachoeira para o presídio da Papuda, no Distrito Federal. O recurso foi interposto após o desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região rejeitar pedido de reconsideração formulado pelo MPF, que solicitara a manutenção de Cachoeira no presídio federal de segurança máxima em Mossoró (RN).

De acordo com o MPF, Cachoeira deve ser mantido no presídio federal por razões de segurança pública, pois o chefe da quadrilha desbaratada na Operação Monte Carlo tem amplo poder de penetração e cooptação nos órgãos do Estado. Assim, sua influência poderá "ser restabelecida, caso seja transferido a um presídio onde as regras de segurança sejam mais brandas".

A petição também ressalta que só é possível manter o grupo desarticulado se o seu líder for mantido preso sob sistema diferenciado, que neutralize ou, ao menos, minimize seu poder de penetração. Para o MPF, o complexo da Papuda não possui condições adequadas para neutralizar esse poder de Cachoeira, inclusive por se encontrar dentro do seu centro de comando.

Apesar do desembargador Tourinho Neto ter concedido a transferência do líder do grupo para a Papuda/DF, a decisão ainda poderá ser revertida pela 3ª turma do TRF1. Caso o colegiado de desembargadores acolha o recurso do MPF, o réu terá que ser transferido novamente para o presídio de segurança máxima.