Ideli: foco é trabalhar para que CPI de Cachoeira não atrapalhe votações 

Brasília - A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse hoje (17) que a provável instalação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para investigar o envolvimento de pessoas e empresas públicas ou privadas com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, é uma atribuição exclusiva do Congresso Nacional.

O foco do governo federal, segundo ela, é trabalhar ao máximo para que a CPMI não atrapalhe as votações de matérias importantes como a unificação da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para produtos importados em 4% e a criação de regras que disciplinem a cobrança desse imposto para o comércio eletrônico, por exemplo.

"Da nossa parte a orientação clara é a continuidade e normalidade das votações", disse a ministra após um café da manhã, no Congresso, com líderes dos partidos aliados no Senado. Na Câmara, ela disse que o governo está focado na negociação e votação do projeto de lei que muda o Código Florestal Brasileiro.

Ideli também comentou a decisão da Comissão de Ética Pública da Presidência da República de abrir procedimento preliminar para analisar as explicações apresentadas por ela sobre irregularidades apontadas no pagamento de 28 lanchas-patrulha, entre entre dezembro de 2008 e março de 2011, pelo Ministério da Pesca. A ministra disse que não foi aberto ainda qualquer processo de investigação.

Ela acrescentou que recebeu ontem (16), do Tribunal de Contas da União (TCU), certidão dando conta que seu nome não faz parte de qualquer processo do tribunal. "Não foi aberto o processo de investigação, nem preliminar. O relator pura e simplesmente recebeu os documentos o que é um procedimento praticamente protocolar".