Agnelo sobre Cachoeira: querem botar crise do DEM no nosso colo

O governador do Distrito Federal (DF), Agnelo Queiroz (PT), disse neste sábado, em evento oficial, que "não vai perder um minuto" para tratar das denúncias de que mantinha envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira. "Estou trabalhando pelo Distrito Federal. A crise não é nossa, é do DEM de Goiás, e querem botar aqui no nosso colo", disse. As informações são do DFTV.

O Congresso deve instalar na semana que vem uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as ligações de Cachoeira, acusado de chefiar uma rede de jogos ilegais em Goiás, com políticos e agentes públicos e privados, entre eles Queiroz. Desde a divulgação das gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal, quatro funcionários do governo do DF deixaram os cargos: Marcello de Oliveira Lopes, ex-funcionário da Casa Militar; Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete de Agnelo Queiroz; João Monteiro, ex-diretor geral do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), e João Carlos Feitoza, o Zunga, que deixou a Fundação de Amparo ao Preso e seria o contato entre o governador e Cachoeira. Agnelo foi identificado nas escutas da Polícia Federal como o "01 de Brasília", alcunha que teria sido adotada pela organização desmantelada na operação Monte Carlo. Por força dessas gravações, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) se viu obrigado a pedir desfiliação do DEM, cuja liderança no Senado ele exercia. Nas gravações, Demóstenes pede dinheiro, acerta um suposto lobby pela legalização dos jogos de azar e trata de um "negócio" milionário na Infraero.