Professor acusado de matar aluna se cala em audiência no DF

O professor universitário Rendrik Vieira Rodrigues, acusado de matar a estudante Suênia Sousa Faria, 24 anos, em 30 de setembro de 2011, não quis responder a nenhuma pergunta durante a audiência realizada na manhã desta sexta-feira no Tribunal do Júri de Brasília. A vítima era aluna de Rodrigues, que lecionava Direito na universidade UniCEUB. 

Os dois tinham namorado e o crime teria sido motivado pelo fim do relacionamento, não aceito pelo acusado.

A audiência, fase final do processo que ainda está em fase de instrução processual, durou cerca de 15 minutos. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, Rodrigues se disse arrependido.

O acusado afirmou que lamentava não só a perda de uma pessoa querida, se referindo a estudante, como também as consequências que isso trouxe na relação com sua família e em sua carreira - em 1º de outubro do ano passado, a UniCEUB, uma das maiores faculdades particulares do Distrito Federal, anunciou a demissão do professor.

Ao falar da tristeza que causou à família de Suênia, Rodrigues pediu perdão. Ele deve retornar ainda nesta manhã ao presídio Complexo Penitenciário da Papuda, onde está preso em uma sala especial por ter curso de nível superior.

O crime

Rodrigues foi preso após se entregar e levar, ele próprio, o corpo da estudante a 27ª Delegacia de Polícia, no Recanto das Emas. Em depoimento à polícia, o professor disse que esperou Suênia na saída da faculdade, no centro de Brasília, assumiu a direção do carro dela, circulou pela cidade e a matou com três tiros. Na ocasião, ele também se disse arrependido aos policiais.

Após entrar no carro do professor, Suênia, supostamente obrigada pelo acusado, chegou a ligar pro marido e dizer que reataria a relação com o ex-namorado. Desconfiado pelo tom da voz da mulher, o marido registrou um boletim de ocorrência na 12ª Delegacia de Polícia.