Alvaro Dias diz que CPI do Cachoeira não pode ser ‘seletiva’  

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) encaminhou à Mesa moção na qual reivindica que os presidentes da Câmara e do Senado também assumam a responsabilidade na condução da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista que irá apurar os crimes relacionados às operações Monte Carlo e Las Vegas, da Polícia Federal.

- Há um momento de crise que abala as estruturas desta instituição. Há uma exigência da sociedade de que as revelações não sejam seletivas, que os vazamentos não sejam pontuais e que o que se investigou, e se investigará, não eleja determinados alvos e não proteja determinadas figuras – afirmou.

O que se requer é isenção absoluta, afirmou Alvaro Dias, e se já estamos com a imagem achincalhada na opinião pública, isso é dramático para a democracia, disse o senador.

- Se desejamos com sinceridade investigar para punir quem praticou ilícitos penais, que o façamos com isenção. Não podemos passar a idéia de que se trata de uma comissão chapa branca, fadada ao insucesso – afirmou.

Alvaro Dias disse que até há poucos anos havia uma tradição respeitada no Parlamento, e que toda CPI, instrumento que ele considera insubstituível para a minoria, tinha um comando com divisão de responsabilidade.

- Se a CPI perdeu a credibilidade nos últimos anos, devemos reabilitar esta credibilidade. E só podemos reabilitá-la se tivermos maturidade política de separar interesses partidários do interesse público. Não pode ser orientada politicamente – afirmou.