Serra cobra do governo federal isenção de tributos para saneamento 

O ex-governador e pré-candidato a prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), voltou a criticar na noite desta segunda-feira o governo federal. Em uma palestra na Associação Comercial de São Paulo, Serra cobrou o governo Dilma Rousseff por agir pontualmente contra a crise internacional e não atacar o que considera o cerne dos problemas: a falta de infraestrutura no país. Ele citou como exemplo de medida a isenção de tributos em investimentos, mais especificamente em empresas de saneamento básico. 

"Eu não sei por que não se fez isso ainda, é uma medida claramente positiva", declarou enfático.

Além da isenção fiscal para investimentos em água e esgoto, Serra cobrou o governo federal por iniciativas como a do trem-bala serem lançadas sem que antes tenham sido resolvidos os problemas de circulação nas maiores cidades do país, como Rio de Janeiro e São Paulo, que lutam para terminar seus metrôs. A baixa taxa de investimento também foi alvo de ataque. "Temos cinco pontos percentuais abaixo da média de investimento da América Latina", apontou.

O pré-candidato apontou o Programa de Aceleração do Crescimento como "o maior truque publicitário desde o Fome Zero" que, de acordo com o ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso, "não existiu". Questionado por jornalistas se as críticas poderiam influenciar uma má relação futura com o governo federal em uma possível administração municipal, Serra disse que isso não o preocupa. "Sou otimista, não tem nenhuma perspectiva de problemas administrativos", disse. Ele afirmou que repercute mais os problemas federais em função de ser instado a estes assuntos, mas prometeu focar no município quando a campanha começar. "Se me perguntam, não tenho como não responder", disse.