JB: há 121 anos, um jornal relevante 

Em primeiro lugar, o Jornal do Brasil sempre foi relevante porque desde a sua fundação se propôs a encurtar a distância entre a notícia e o leitor, sem o artifício da alta voltagem das manchetes espetaculares.

Segundo, porque, mesmo “falando para o Brasil” - até no nome - nasceu no Rio, com a cara do Rio. Tanto que acompanhou o movimento de redefinição da cidade traçado por Pereira Passos e construiu a sua nova sede, em 1910, no plano mais visível da recém inaugurada Avenida Central – a artéria de maior densidade cultural do país, naquele período. 

Terceiro, porque o Jornal do Brasil foi o primeiro jornal a criar “conteúdos” nunca dantes editados, sendo o primeiro jornal do país a ser percebido como culto e popular, ao mesmo tempo.

Alguns desses conteúdos absolutamente precursores, foram:

- uma seção feminina

- uma coluna de música

- uma seção sobre teatro e cinema

- a primeira coluna carnavalesca com as letras das marchinhas

- a primeira seção para histórias em quadrinhos com impressão a cores

- a primeira coluna sobre turfe (tão importante que o Jockey Club do Rio criou o GP Jornal do Brasil)

- o Primeiro Salão Nacional de Humoristas, em 1916, no Liceu de Artes e Ofícios do Rio.

Depois, veio a fase dos anos 50/60, a mais brilhante. São contratados grandes repórteres; abrem-se colunas para intelectuais escreverem de forma permanente; monta-se uma rede de correspondentes internacionais; os editores-chefes gozam de autonomia e prestígio junto à direção; cria-se um departamento de pesquisa, outro de edição fotográfica e, enfim, inicia-se a mais abrangente reforma gráfica até então praticada por um jornal brasileiro.

Trinta anos depois, em 1995, o Jornal do Brasil foi o primeiro a replicar sua edição impressa na internet. Em 2001, passa para o comando do empresário Nelson Tanure, que redesenha o perfil da empresa jornalística em face da nova realidade da mídia no Brasil, sem  perder de vista o objetivo-matriz: o Jornal do Brasil tem que continuar um jornal relevante.

Finalmente, em setembro de 2010, o grande salto para o modelo digital. A notícia não se esgota com a sua publicação; ao contrário, e por intermédio da interação com o leitor, ela reinicia o seu ciclo de vida quando encontra o interesse do usuário. Os internautas recebem avisos de conteúdos específicos e o veículo abandona o papel. 

Sem a incorreção ecológica e o ônus industrial, social e ambiental, o JB Digital amplia a fronteira que gerou o mote de alcance do celular: anytime, anywhere, anyone (em qualquer tempo, em qualquer lugar, para qualquer pessoa).

Inclui vídeos e se torna compatível com todos os leitores digitais (iPad, Kindle, Nook, Mix, Libre), em diagramação moderna e amigável, em papel eletrônico (e-paper). 

Mais do que nunca o Jornal do Brasil continua um jornal relevante. E, agora, contemporâneo. Mas para continuarmos a merecer a preferência dos nossos leitores e anunciantes – como ao longo desses 121 anos – precisamos continuar contando com o apoio de ambos. Bem como com a dedicação e criatividade – que não nos tem faltado, muito pelo contrário – dos profissionais que, na redação, no comercial e na administração se juntam à comunidade de formadores de opinião do Rio de Janeiro para saudar os bons resultados que já começamos a colher, após esse rito de passagem.

Porque somos um jornal relevante.

Eduardo Paes

O JB recebeu, nesta segunda-feira, algumas manifestações de carinho e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo desses anos. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, foi um dos que lembrou o aniversário do jornal:

"Há exatos 121 anos foi fundado o Jornal do Brasil, um dos mais tradicionais jornais do país e um símbolo de orgulho da cidade do Rio de Janeiro. Carinhosamente conhecido como o JB, o jornal fez história, sobretudo, a partir dos anos 50 do século passado, e se tornou uma referência no processo de modernização da imprensa brasileira. Muitas foram as lutas travadas pelo jornal em favor do Brasil, do Rio de Janeiro e da democracia. Muitos foram os gigantes do jornalismo que passaram e comandaram o querido JB. Para atender os desafios dos novos tempos, o JB mudou de plataforma, tornando-se o primeiro jornal 100% digital do país. Mudou de formato, mas não mudou sua vocação informacional, vanguardista e democrática. Aproveito a oportunidade para parabenizar o jornal, seus jornalistas e seus dirigentes e desejar a todos muito futuro", disse Eduardo Paes.

Márcio Fortes

O presidente a Autoridade Olímpica (APO), Márcio Fortes, também enviou sua mensagem, lembrando as características de modernidade e avanço tecnológico do Jornal do Brasil:

Após 121 anos de êxitos desse grande Jornal, uma nova vida pela frente! A modernidade, o avanço tecnológico mostram e determinam novos rumos. Mas o passado é que fundamenta a confiança e a certeza no trilhar pelos desafiantes caminhos do futuro. Parabéns JB, que ao longo de sua existência sempre primou pela busca constante da informação  e cuidadosa  interpretação dos acontecimentos, pela qualidade de seus editoriais, pela interação com os leitores na prestação de indispensáveis serviços de utilidade pública e, como destaque, por sua contribuição para a promoção das manifestações culturais em seus mais variados aspetos. Parabéns, JB, que, num salto ousado, a partir da sólida experiência no ramo da comunicação, encarou os desafios mercadológicos do mundo atual e soube embarcar com decisão na era do jornal digital. Preservadas as características positivas da versão impressa, surge um veículo ágil de comunicação, ocupando merecido espaço na mídia eletrônica. Nesta data de aniversário, parabéns por tudo, JB! Meus cumprimentos à diretoria, aos funcionários e a todos os colaboradores que contribuem para que o JB seja parte importante da história jornalística deste País".

Aspásia Camargo

A deputada estadual Aspásia Camargo (PSOL-RJ) também saudou o aniversário do JB:

" Há 121 anos, o JB exerce  o seu papel insubstituível de pautar a opinião, agora na vanguarda  digital da informação. Um grande jornal começa nas manchetes de 1ª página. E o JB nao tem leitores, tem tietes que cultivam a sua tradição. Parabéns, JB".

Luiz Roberto Nascimento Silva

Ex-ministro da Cultura no governo Itamar Franco, o escritor Luiz Roberto Nascimento Silva erssaltou "frescor e a qualidade" do Jornal do Brasil, ao longo desses 121 anos:

"O Jornal do Brasil comemora seus 121 anos de existência mantendo seu frescor e qualidade que o caracteriza nesses três séculos. Na fase atual quando passou do papel para o digital mantém sua tradição de ser um jornal de opiniões claras, de editoriais firmes, com a colaboração de articulistas que igualmente acreditam no jornalismo como fonte de informação, cultura e entretenimento. Parabéns!".

Rui Falcão

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, também se manifestou sobre os 121 anos do 'JB':

"Os trabalhadores que mantêm vivo um dos mais tradicionais títulos da imprensa brasileira merecem o reconhecimento daqueles que defendem a democratização dos meios de comunicação. Desejamos sucesso aos que trabalham para que o Jornal do Brasil volte a ocupar um lugar de destaque".